9 de jan de 2009

Dança Cigana - parte I

Minha professora de Dança Cigana fala o seguinte: "Ciganos: ou você ama, ou você odeia". Você sabe que eu acho que ela tem um pouco de razão?

Eu conheço -e não entendo como isso pode acontecer- gente que simplesmente não suporta "essa raça". Eles falam assim mesmo, bem no sentido pejorativo da coisa. "Essa gente suja, ladrões de criancinhas, querem dar uma de malandro". Já ouvi o pessoal falar cada coisa... Pra não pôr em prática, por precários que sejam, meus dotes de kung fu, eu saio do recinto. Nem discuto. Gente que é capaz de condenar sem ao menos saber mais a respeito não merece com que eu perca meu tempo com elas. E não pense que é só gente pobre de cultura, afinal, ja ouviram falar sobre o "censo" que queriam fazer na Itália? Isso não foi gente desinformada e sem estudo que fez, não. Aliás, censo com uma baita cara suspeita. Assim começou a perseguição aos judeus da Alemanha Nazista. Com um simples cadastramento. Nada que rotule é saudável... Ou eu que sou louca das idéias?

Bem, eu não sou cigana, não nasci cigana. Me batizei (aí ganhei meu nome cigano, Katrina de Sarom), mas ainda assim sou só uma admiradora da cultura; estudo, pesquiso, curto... Gosto de seus costumes, suas festas, suas vestimentas. Vou tentar dar uma geral sobre eles em vários posts -a começar por este- não somente visando a cultura, mas principalmente a porta pela qual entrei para este mundo: a Dança Cigana.

Eu já sabia como era a Dança Cigana, na verdade. Não sei onde posso ter visto, talvez na televisão, na novela Explode Coração - da qual me lembro muito pouco-, ou da Esmeralda do Corcunda de Notre Dame, talvez lendo Esmeralda da Zibia Gasparetto. Por muito que a gente não tenha visto "ao vivo e a cores" sempre tem uma idéia de como são as coisas né?
A primeira cigana que eu vi dançar ali, no mesmo lugar que eu, foi a Milagres Torres. E amei. Despertou em mim a consciência para algo que eu tinha muito encoberto, embaixo de técnicas, "podes e não podes" das danças que praticava até então : o gostinho pela dança, só pelo prazer de dançar, e não buscando estar sempre perfeita, sempre sorrindo, sempre com a harmonia perfeita... E claro que isso veio depois, porque eu sou crica mesmo... rs. Mas isso é algo meu, não tem jeito.
Vou colocar alguns vídeos da Mi. Nenhum deles é do show que eu assisti (uma pena), mas dá pra ter uma idéia do trabalho dela. Lá vai:

Infelizmente (e preciso providenciar urgente uma solução pra isso) não tenho nenhum vídeo da minha professora dançando, que é a Morgana Sivark. A diferença entre as duas é gritante, apesar de serem irmãs. A Mi sempre foi mais meiga, mais sorridente, mais "fadinha" como diz a Morgana. Já esta é mais intensa, mais densa, mais dramática, mais séria, mais "bruxinha".

Eu comecei com a Morgana. Já fiz aula com a Milagres, mas por incompatibilidade de horários acabei ficando só com a Mô. Não deu outra. Nem dois meses de aula e eu já era apaixonada pela dança e o estilo dessa mulher maravilhosa. E aliás, que esperando seu sétimo filho! :

Bom. Em questão de técnica, a Dança Cigana é bem menos complicada que a DV. É muito livre, dá a liberdade de posturas, braços, giros, e ainda por cima tem um coringa infalível: a saia.
No entanto, nessa liberdade toda mora um porém. É muito fácil colocar uma saia e sair rodando por ai. O difícil é colocar um sentido nisso tudo. Aí eu digo que precisa estudar sim, se quer fazer bonito. Sou nerd sim, tá? rs... Mas bom resultado nenhum cai no seu colo enquanto você está sentadinha no sofá vendo novela. Então tem que fazer por onde... Vamos lá.

A origem do povo é discutida até hoje. A teoria mais popular diz que eles surgiram da Índia, baseados em que o romaní (a língua dos Ciganos) é extremamente parecido com o sânscrito, oriundo daquela região.
Kurt Holl, da ROM, uma associação sediada em Colônia, que auxilia refugiados rom (outro nome dado aos ciganos) a conseguir permissões de permanência e trabalho na Alemanha, além de servir, ao mesmo tempo, de centro cultural e de documentação sobre a etnia nos diz a respeito: "O romaní deriva, na verdade, do sânscrito. Somente a partir da língua é quese chegou à constatação, hoje já legitimada cientificamente, de que os rom não são uma minoria européia, mas vêm da Índia e, em função de longas caminhadas e expulsões, acabaram chegando na Europa".

Então daí podemos entender melhor que a Dança Cigana sofreu várias modificações, à medida que ia passando pelos locais e se estabelecendo, ainda que temporáriamente.

Temos algumas divisões de estilo, que variam de acordo com a música escolhida. Existe um estilo mais indiano, onde muda um pouco a vestimenta (é comum o lenço transpassado no peito, igual às indianas costumam usar) e se utiliza bastante a movimentação de mãos característica da Dança Indiana.

Temos também um estilo mais flamenco, com o predomínio da expressão forte, dramática, palmas e trabalhos de mão característicos da dança tradicional espanhola. Nesta linha podemos observar algumas pessoas que utilizam sapatos, para fazer o sapateado também.
Existe também a linha oriental, com o estilo à la dança do ventre, a expressão um pouco mais suave, vários movimentos ondulatórios e "passinhos" isolados de dança do ventre misturados na composição da dança, alternando com saias e giros. (só uma curiosidade, há uma teoria que diz que o pandeiro do folclore egípcio, foi herdado dos ciganos!)
Euzinha, numa dança tradicional com pandeiro cigano
Além dessas influências de acordo com os países pelos quais passaram, e também de acordo com a música, encontramos as divisões entre:
  • tradicionais, onde usamos "pulinhos" (sabe aquela cena do Titanic que a Rose dança em uma festa, na parte pobre do navio? as músicas são como essa e os pulinhos são parecidos com aqueles). A dança é muito alegre, marcada por violinos e acordeons. Usamos também as rodas ciganas, "estalitos", muitos giros e há uma participação especial da saia, mas não necessáriamente com movimentações e sim, abertas para mostrar seu "dote" (a riqueza da cigana é mostrada de acordo com a roda de sua saia -quanto mais rodada melhor- e suas jóias) ou mesmo presa ao corpo, em diferentes posições.

Existem também as

  • românticas, que é uma dança muito livre, uma música geralmente falando da dor do amor (aquelas músicas "dor de cotovelo" rs), usando e abusando de expressões e muita movimentação de mão (nestas eu uso pouqússimo a saia).
  • e as latinas, onde acontece o contrário. Como a música é bem agitada (pensemos num ritmo de salsa, com palmas e gritos de flamenco), sobra pouco tempo para movimentações de braços e mãos, pelo que usamos e abusamos das saias.
    É o tipo de música mais indicado para as iniciantes, porque elas podem se apoiar nas movimentações de saia e não requer muita técnica de mãos, pés, pernas ou giros.

É comum encontrarmos (igual à DV) elementos que complementam a dança: temos pandeiros, punhais, véus, fitas, lenços, flores, sapatos, mantilha, leque, castanholas etc. Já vi Dança Cigana com espada e com snujs, mas confesso que não me atraiu muito não, achei meio fora do contexto... E recentemente descobri como é bom dançar com flores e estou ainda desenvolvendo várias composições legais.

Quanto à roupa: mulheres com muitas saias (muitas mesmo, eu por exemplo, devo dançar com umas três ou quatro por cima de uma calça largona). Só que quanto mais saias, mais difícil. Imagina o quanto você vai ter que suar pra fazer QUATRO saias levantarem hahahahaha. "A magia, diz minha professora, é fazer com que as pessoas vejam que a saia tem vida própria, que ela dança sem que você ponha suas mãos nela".

Aí usamos e abusamos de giros e "joelhadas estratégicas" rs, que fazem o grande segredo da Dança Cigana! Aliás, é uma dança cheia de "segredinhos", que fazem toda a diferença... É muito gostoso aprender tudo isso, qual a hora de jogar, como pegar, como chamar a atenção pra determinada parte do corpo... É lindo. Aliás, saber jogar com a saia, faz uma dança rica, bonita, diferente e interessante de assistir. Um verdadeiro "Feitiço Cigano" hahaha.. (estou péssima de piadas hoje...)

Quanto à parte de cima, vai do estilo de cada uma. Algumas usam blusas cheias de babados, outras usam blusinhas simples. As mangas (ou separadas da blusa, ou costuradas nela) geralmente são unanimidade, mas não são uma regra. Ah sim, vale ressaltar que é muito comum usar bastantes cores, tudo muito alegre e colorido. Cuidado ao usar preto. Poder, pode, mas cuidado...

Por dançar com todo o resto do corpo coberto -segundo costumes, uma cigana jamais deve mostrar nada acima do tornozelo- então elas usam e abusam dos decotes. Isso sim, é permitido e bonito, geralmente adornado por muitos colares, ou mesmo flores. Às vezes é normal mostrar um pouco mais da perna (a batata por exemplo), mas é preciso muito cuidado para não ser mal vista por causa disso. Aliás, ouvi uma lenda que diz que "o homem que ver as pernas descobertas de uma cigana enquanto ela dança, será amaldiçoado"! Eu hein.

Há diferentes amarrações de lenço para a cabeça, e cada uma delas tem um significado. É comum, também, usar lenços somente de pano, ou até lenços de quadril para adornar e marcar quadris e cintura. Geralmente dançamos descalças e de cabelos soltos, lotadas de jóias, bijouterias e flores.
Os homens dançam de calça comprida, descalços ou de sapatos, camisas folgadas, alguns preferem coletes, também usam anéis, colares e geralmente também amarram lenços, ou na camisa ou na cabeça.

Cada dança tem suas particularidades, cada mulher tem uma história de vida, cada homem tem seu estilo e suas preferências, então a dança pode variar muuuuuito de uma pessoa pra outra. É claro que sempre temos que seguir alguns padrões - só pra não virar uma salada de coisas sem sentido-, mas é bom variar, colocar um pouco do seu jeito, suas caras, suas emoções. Com o tempo você aprende a usar quadris, ombros e braços a seu favor, mas 80% da dança são toques seus, coisas suas que enriquecem a dança, e a fazem ser esbanjar a "magia cigana" que é tão comentada.

E falando em magia, vou colocar agora algumas lembranças que tenho, momentos mágicos que me marcaram e acrescentaram mais um tiquinho de "sabor" á minha dança =)

Minha mestra e minha inspiração: Morgana Sivark

Sabina Hamede Gandía, um dos laços ciganos mais fortes que fiz, que me inspiram na dança e fora dela! rs
Rosa Maria: uma vez cigana, nunca mais a mesma! Outra grande fonte de inspiração. Saudades de ciganar com você!
Minha primeira saia, dedicada a Santa Sara Kali


Olhares...

Eu, de Katrina de Sarom.

Nossa reunião cigana! Comemorando nosso batizado.



Da esquerda pra direita: (eu) Katrina, Clau e Graça logo atrás de mim; ao meu lado Sabina (de saia branca e babado rosa), em seguida (atrás) Bete e na frente Bianca (mãe e filha)

Nossa primeira fogueira cigana!

Mulheres, mães, filhas, esposas, irmãs, amigas, bravas, tristes, felizes, fortes, frágeis, sorridentes, caladas, ciganas, gadji... ou mesmo sem adjetivos, substantivos, advérbios... Somente mulheres a quem admiro, respeito e gosto; com quem aprendo a dançar, girar, sorrir, encenar. É nessas horas que eu me lembro a parte boa de dançar, de por que eu não desisti de dançar até hoje, apesar de todos os pesares!

Dançar ou não dançar? Dançar, é claro! Sempre!

Beijos a todos e um ótimo final de semana.

17 comentários:

Sabina, Juliana, Ju, Juliete, Floripes, Flor... tudo depende do olhar e do amor... disse...

Que coisa mais linda esse post... me fez viajar por todas nossas aulas, me fez recordar os bons momentos, as risadas, a sempre agradável companhia de todas as ciganas incríveis que eu conheci...
A dança cigana foi a porta para que muitas coisas boas acontecessem na minha vida, dentre elas, você.

beijocas

Rev. Robinson disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rev. Robinson disse...

Vontade de acender a fogueira e chamar as pessoas, rasgar o ár com as canções antigas até as cordas do violino arrebentarem todas...

Fantástico... Simplesmente muito bem escrito o post. Tem toda a atmosfera de mistério e encantamento dos rom.

Giovana disse...

Nossa, Nat! Que coisa bonita... Não conhecia essa Dança. Aliás, a única idéia sobre ciganos que temos aqui no interior são aquelas pessoas todas vestidas de colorido, lenço na cabeça, com forte sotaque nordestino que nos abordam no meio da calçada implorando para ler nossa mão, rsrs.

A impressão que tive é uma dança que era feita em família, notei algo envolvente e ao mesmo tempo restrito, algo a ser visto e sentido somente pelos entes amados, passado geração pós geração. Talvez, este fosse o destino da Dança Cigana naquela época, há muitos e muitos anos. E, pelo que percebi, uma dança totalmente envolta a mistérios.

Mto bonita mesmo, parabéns!

Beijo!

Camila disse...

Florzinha lindaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Nossa.

Me emocionei pois só eu sei o quanto compartilhar a dança cigana com vcs me faz falta.

Meus músculos endurecem e meu coração aperta a cada dia.

Saiba que vc é muito importante nesse meu processo com a dança.

Te adoro linda e obrigado por esse post revigorante

Beijocasss

Zahira Nader disse...

Nossa qto texto! Qta informação!
Não sabia de td isso, e sou leiga em dança cigana, confesso rs.
Mas penso em fazer ainda nesse ano, acho mto lindo.
bjos

Nat, ou Katrina de Sarom disse...

Meninos e meninas:

Obrigada pelos comentários!! A Dança Cigana é a paixão da minha vida viu, e não pensem que é fácil! Apesar da liberdade.
Só tenho uma dorzinha bem aqui: Agora sem Sabina e Rosa María minha sala fica tão monocromática às vezes ='( Mas 'bora continuar, que como disse antes: uma vez cigana, nunca mais a mesma!!

Hobb, obrigada pelo comentário e pelas análises críticas sobre minha dança... Adoro!!

Gi!! Amei o comentário!! Fico feliz de ter limpado um pouquinho essa imagem estereotipada dos ciganos! A Dança é realmente mágica, vale a pena experimentar...

Zahira, dou todo o apoio do mundo para que comece, você vai sentir as mudanças se se entregar - como vi no blog que se entrega à Dança do Ventre! Arrasa mulher!

Beijinhos a todos ^^

Ket disse...

Ahá! obrigada pelo post!
Eu sempre me interessei, a cosia da curiosidade mesmo... mas voltas e voltas e acabava esquecendo de pescuisar. Tu me deste uma boa base e atiçou mais ainda minha curiosidade!

bjooos!
ket

Luana Mello - Dança do Ventre disse...

Nossa, que coisa mais linda, dá até vontade de se matricular JÁ!

Giovana disse...

Oi, Nat!! Tudo bem?

Mto obrigada pelo elogio, eheh, fico feliz em saber que minhas palavras lhe tocaram de alguma forma. Estou sempre filosofando, aprendendo e ficando brava, mto brava (como estou agora, rsrs) com e sobre as coisas. Mas tudo é pra gente aprender, não é mesmo?

Beijos!

Lili disse...

eu acredito que qualquer dança que a gente faça por gosto, por paixão, é válida! eu acho muito bonita a dança cigana, mas da cultura mesmo, o meu conhecimento não vai mais do que a novela e a esmeral do corcunda, como vc mesma disse...rs

Mas eu acho o máximo essas danças que dizem muito mais do que simplesmente a expressão corporal...

Acho que por isso que me interessei tanto na dança indiana! =)

beijokas

Samara L. disse...

Eu sou uma raqsa convicta, que foi abduzida para a dança cigana pelas mãos de Sayonara Linhares.
É tão difícil quanto libertadora, realmente.
Tinha preconceito (não quanto ao povo, mas quanto à dança), por pura ignorância. Continuo ignorante (a cultura é muito vasta), mas agora estou livre e fruindo.

Nat, ou Katrina de Sarom disse...

Oie gente! que legal a aceitação de vocês com a Dança Cigana. Hoje em dia é difícil conseguir um espaço com ela. Nisso, por incrível que pareça, tenho que dizer que a DV é muito melhor conceituada. Mas... estamos indo pra um caminho melhor ne?

E ahhhhhhhhhh tudo de bom a Samara ter sido conquistada pelo seu lado cigano!

E falou certo... O importante é mesmo a liberdade. E dançar porque gosta... Isso é tudo de bom!

Obrigada pelos comments, meninas!

Nani disse...

Eu adorei tudo que li... Dou aulas de dança cigana e todo ano após passar um período de aulas começa a cobrança por parte de minhas alunas novas em relação a técnica e nomenclatura...E assim como a estória deste povo a sua dança não passaria sem causar polemica e comentários preconceituosos...E ao mesmo tempo que minha caminhada tem me concedido momentos mágicos, me trás momentos cansativos porque abracei a causa...A seis anos que luto com alma para mostrar a beleza da dança cigana e sempre consigo. Mas só sabe realmente do prazer em dançar quem se entrega quem se permite descobrir novas possibilidades, quem não tem preconceito e conceitos.

Natalia disse...

Nani, obrigada pelo comentário e seja bem vinda!!
Entendo perfeitamente tudo o que diz, mas, o melhor de tudo isso é que as coisas pequenas -e ao mesmo tempo, as mais compensadoras- nos fazem passar por cima de todas as dificuldades, principalmente o preconceito que o povo sofre até hoje.

(Volte mais vezes ta? rs)
Um grande beijo e continue na luta!! ^^

Manoel disse...

Ola Natalia.

É com satisfação que escrevo estas poucas palavras. Li com cuidado cada frase, cada letra e lhe parabenizo por tudo o que esta escrito. Tenho muito respeito pela cultura cigana, bem como pela etnia. Quem diz que cigano é ladrão, maltrapilho, é porque desconhece a história de um povo milenar, esforçado e acima de tudo livre. Em minhas veias, corre sangue cigano. Sou calon e tive a grata oportunidade de viver entre os meus debaixo de uma barraca. Viajei muito. Conheçi e conheço as outras etnias ciganas embora meu maior contato foi com os kalderashs e malthuayas. Mas a forma com que vc descreve as danças, os costumes é de maneira que apenas lendo...percebe-se o respeito que vc tem por meu povo. Parabens pelo blog. Parabens por sua postura.

Patv y sa romeng o lumiake

" Que as estrela iluminem seu caminho"

Natalia disse...

Manoel, antes de tudo, obrigada pelas palavras. É inevitável sentir-se extremamente lisonjeada e agradecida pelo que disse do post, do blog. Desde que escrevi este post pra cá, aprendi muito, conheci mais um bocado e ainda continuo me maravilhando, e principalmente aprendendo. A admiração, o respeito e o apreço que tenho pela cultura cigana é algo que sinto que não vai morrer em mim, pelo contrário, cresce a cada dia mais. Não tive a sorte de nascer cigana como você, e é por isso que suas palavras tem um grande peso pra mim. Mais uma vez agradeço pela leitura, pela atenção e pelas palavras: agradeço de coração. Obrigada e até mais!