11/07/2009
E vocês, o que dizem?
Boa tarde minhas flores.
Escrevi este post há alguns dias, mas por vários motivos, vou publicar só hoje. Mais um desabafo sobre danças, plágios e tempo. Espero que gostem, beijos ^^
"Quando, hoje de manhã a caminho da minha primeira aula, meu óculos quebrou sem mais nem menos a ponto de me deixar sem enxergar nadica de nada (lembrando: a caminho de uma aula), eu deveria ter desconfiado que meu dia não seria lá aquelas coisas.
Acabei de chegar de mais um festival de dança. Uma gracinha, alias. Nada que tivesse a ver com a organização do festival ou algo do gênero me incomodou, eu conheço a organizadora, alias, e sabia de antemão que as coisas seriam bem bonitinhas mesmo.
Mas... me incomodam as picuinhas que se formam no mundinho. Bastante, até. Vou compartilhar com vocês as coisas que me deixaram beeeem chateada.
Por exemplo. Fizeram mais um plágio de nossa coreografia, do Ruhi. Aquela do derbak com tamborim de samba.
E agora a cópia está completíssima, com direito a expressões, sequências e afins. Pobre moça daquela de quem reclamei em alguma edição passada do E-Ventre. Só porque ela nos copiou uns 8 tempos eu já achei um absurdo, imagina agora que o plágio vem direto de uma pessoa tão próxima a nós.
Nessas horas eu me pergunto se Youtube é uma bênção ou uma maldição. Puxa, porque eu adoro sair por ai assistindo os videozinhos e afins, mas gente, EU NÃO SAIO POR AI COPIANDO NINGUÉM NA CARA DURA NE?
Puxa, devia existir aí um código de ética... Ops, aliás, ele já existe. E o pessoal liga pra ele? Não.
E assim. Juntar uma porção de lições de moral dentro de um arquivo de word, formatar e encaminhar pra todo mundo, em geral se sabe como faz. Mas eu tô falando de conteúdo, gente, de consciência, de “Semancol”. Cadê ele???
Sabem o que é mais engraçado. O pessoal eternamente políticamente correto, que não diz nada conciso para não atingir ninguém. Puxa, esse sempre está por cima, são as “deusas da dança”. Que até tem opinião, mas vem maquiada por milhares de gracejos e no fim, niguém vê verdade. Nunca. Né?
Aliás, ter opinião é um negócio perigosíssimo na dança.
Segunda coisa péssima. Eu já estava de má vontade (e dançar de má vontade é complicado). Com dor, com cólica, com raiva do plágio, que na verdade eu nem percebi que já estava entrando no palco pra posicionar.
Gente, foi a coisa mais estranha do mundo, entrar sem friozinho na barriga. De repente o show tinha entrado com tudo sem pedir licença e eu não estava pronta. Nem alongada, nem aquecida.
Bom, aliás, só com esses dados dá pra ter uma idéia do que veio a seguir. Perdi o véu (ok, recuperei depois de um jeito ninja que só minha Santa Sara pode ter me ditado), perdi o equilíbrio, não curti, não gostei e nem consegui deixar um sorriso constante no rosto.
Nessas horas, eu queria saber fazer aquela cara de eterno plancton. Mas não dá. Dança é de dentro pra fora, sabe? Não dá pra esconder quando não se está gostando. Até dá, mas o mínimo que eu espero de dançar, é poder comunicar algo.
Isso sem contar que de uma coreografia com 8, éramos cinco, sem marcações prévias, e.. Bem, tenho uma teoría quanto a improvisações coletivas. Acredito que elas existam, em um número bem pequeno, e em um número maior ainda, acredito que algumas, raras, funcionem também. Só que precisa rolar uma coisa que no grupo não está rolando mais. Sintonia.
Gente, sintonía é uma coisinha dificil, né? Entrar em sintonia com um bando de mulheres, que por pertencerem à Dança do Ventre já tem um ego do tamanho de um caminhão, é complicado. Vou usar a frase de uma amiga minha, que vem a calhar agora: “ter paciência para ensinar e humildade para aprender”. Isso é o necessário quando queremos levar um grupo para frente.
E quem estiver com algum interesse que não seja este, trocar informações, aprendizados, vivências e COMPARTILHAR conhecimentos. Que saia. Que saia do parquinho quem não sabe brincar.
Falando em não saber brincar. Fico pasma quando esse pessoal que não tem nem uma idéia formada de como é que funciona a dança mesmo -nos palcos, fora deles, quando entra dinheiro, quando rola picuinha...- e sai por aí se gabando de “experiente e SuperStar”. Aham, eu não me esqueço que nem seis anos feitos de dança eu tenho. Pelo contrário, também tô aprendendo. Também sou novata em questão de aulas. E sou novata em milhares de coisas. Mas é por isso mesmo que eu não vou me render à pretensão de uma bagagem que ainda não consegui. Gente, poxa, tudo tem seu tempo... Adianta querer correr em nosso corpo, com coisas que nem a cabeça entendeu direito? E já que não tem conteúdo próprio, precisa copiar o dos outros.
Beijos ♥
Escrevi este post há alguns dias, mas por vários motivos, vou publicar só hoje. Mais um desabafo sobre danças, plágios e tempo. Espero que gostem, beijos ^^
"Quando, hoje de manhã a caminho da minha primeira aula, meu óculos quebrou sem mais nem menos a ponto de me deixar sem enxergar nadica de nada (lembrando: a caminho de uma aula), eu deveria ter desconfiado que meu dia não seria lá aquelas coisas.
Acabei de chegar de mais um festival de dança. Uma gracinha, alias. Nada que tivesse a ver com a organização do festival ou algo do gênero me incomodou, eu conheço a organizadora, alias, e sabia de antemão que as coisas seriam bem bonitinhas mesmo.
Mas... me incomodam as picuinhas que se formam no mundinho. Bastante, até. Vou compartilhar com vocês as coisas que me deixaram beeeem chateada.
Por exemplo. Fizeram mais um plágio de nossa coreografia, do Ruhi. Aquela do derbak com tamborim de samba.
E agora a cópia está completíssima, com direito a expressões, sequências e afins. Pobre moça daquela de quem reclamei em alguma edição passada do E-Ventre. Só porque ela nos copiou uns 8 tempos eu já achei um absurdo, imagina agora que o plágio vem direto de uma pessoa tão próxima a nós.
Nessas horas eu me pergunto se Youtube é uma bênção ou uma maldição. Puxa, porque eu adoro sair por ai assistindo os videozinhos e afins, mas gente, EU NÃO SAIO POR AI COPIANDO NINGUÉM NA CARA DURA NE?
Puxa, devia existir aí um código de ética... Ops, aliás, ele já existe. E o pessoal liga pra ele? Não.
E assim. Juntar uma porção de lições de moral dentro de um arquivo de word, formatar e encaminhar pra todo mundo, em geral se sabe como faz. Mas eu tô falando de conteúdo, gente, de consciência, de “Semancol”. Cadê ele???
Sabem o que é mais engraçado. O pessoal eternamente políticamente correto, que não diz nada conciso para não atingir ninguém. Puxa, esse sempre está por cima, são as “deusas da dança”. Que até tem opinião, mas vem maquiada por milhares de gracejos e no fim, niguém vê verdade. Nunca. Né?
Aliás, ter opinião é um negócio perigosíssimo na dança.
Segunda coisa péssima. Eu já estava de má vontade (e dançar de má vontade é complicado). Com dor, com cólica, com raiva do plágio, que na verdade eu nem percebi que já estava entrando no palco pra posicionar.
Gente, foi a coisa mais estranha do mundo, entrar sem friozinho na barriga. De repente o show tinha entrado com tudo sem pedir licença e eu não estava pronta. Nem alongada, nem aquecida.
Bom, aliás, só com esses dados dá pra ter uma idéia do que veio a seguir. Perdi o véu (ok, recuperei depois de um jeito ninja que só minha Santa Sara pode ter me ditado), perdi o equilíbrio, não curti, não gostei e nem consegui deixar um sorriso constante no rosto.
Nessas horas, eu queria saber fazer aquela cara de eterno plancton. Mas não dá. Dança é de dentro pra fora, sabe? Não dá pra esconder quando não se está gostando. Até dá, mas o mínimo que eu espero de dançar, é poder comunicar algo.
Isso sem contar que de uma coreografia com 8, éramos cinco, sem marcações prévias, e.. Bem, tenho uma teoría quanto a improvisações coletivas. Acredito que elas existam, em um número bem pequeno, e em um número maior ainda, acredito que algumas, raras, funcionem também. Só que precisa rolar uma coisa que no grupo não está rolando mais. Sintonia.
Gente, sintonía é uma coisinha dificil, né? Entrar em sintonia com um bando de mulheres, que por pertencerem à Dança do Ventre já tem um ego do tamanho de um caminhão, é complicado. Vou usar a frase de uma amiga minha, que vem a calhar agora: “ter paciência para ensinar e humildade para aprender”. Isso é o necessário quando queremos levar um grupo para frente.
E quem estiver com algum interesse que não seja este, trocar informações, aprendizados, vivências e COMPARTILHAR conhecimentos. Que saia. Que saia do parquinho quem não sabe brincar.
Falando em não saber brincar. Fico pasma quando esse pessoal que não tem nem uma idéia formada de como é que funciona a dança mesmo -nos palcos, fora deles, quando entra dinheiro, quando rola picuinha...- e sai por aí se gabando de “experiente e SuperStar”. Aham, eu não me esqueço que nem seis anos feitos de dança eu tenho. Pelo contrário, também tô aprendendo. Também sou novata em questão de aulas. E sou novata em milhares de coisas. Mas é por isso mesmo que eu não vou me render à pretensão de uma bagagem que ainda não consegui. Gente, poxa, tudo tem seu tempo... Adianta querer correr em nosso corpo, com coisas que nem a cabeça entendeu direito? E já que não tem conteúdo próprio, precisa copiar o dos outros.
Beijos ♥
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5 recadinhos a respeito:
Que horrorrrr flor!
Nosso, não há nada pior no mundo que cópia. Quer dizer, há....
Mas cópia, no mundo da dança, é muita falsidade: é pegar todo encanto da dança e jogar no ralo.
flor, todo direito de ficar puta.
E só para lembrar, caso esqueça, vc é humana flor... tem todo direito de não estar em um bom dia....
Um beijo grande flor
Acho complicado esse negócio de plágio. Eu mesma não entendo os motivos que levam algumas pessoas a copiarem umas às outras. É tão gostoso criar, mostrar algo novo ao público, inovar, descobrir, contribuir...
Por outro lado, se uma pessoa ou grupo copiou sua coreografia, é sinal de que ela é excelente, eheheh! Vejamos pelo lado bom, pelo menos!
Eu ficaria chateada se visse alguém copiando algo que fiz ou, pior ainda, divulgando uma idéia ou criação minha como se fosse autoria dele. Isto, sim, é puramente anti-ético, pessoa de valor zero!!
Quanto a fofocas e picuinhas, não tem jeito. Isso já se enraizou no mundo feminino, infelizmente. Depois de eu ter visto mulheres e mães de mais de 30 anos provocando briguinhas e rivalidades inúteis, como se fossem menininhas de 10 anos, decidi que o melhor mesmo é aprender a ignorar. Porque é só assim que elas conseguem sentir-se superiores: rebaixando os outros. São de dar pena.
Fica bem, tá?
Beijinhos!
Lindona quem fez plágio o ano passado do Ruhi?
Opinião pessoal 1:
Se copiou é pq é bom e não tem capacidade de criar....
Deixa viver
Opinião pessoal 2:
ACho que além de divulgar que estão fazendo plágio, vc deveria "dar nome aos bois" pq geralmente td mundo sabe quem é mas nao tem coragem...
Assim como aconteceu no eventre deste ano, a Geralda Mouzayek nao pagou o stand e nós vamos divulgar rs... bjokas Deborah
[Amo seu blog e seus posts.]
Para ser sucinta:
"As pessoas são na dança, o que são na vida"
Caráter, valores, moral formam uma malinha que a pessoa carrega para todo lado. Não tem como separar vida real da dança. Não dá para esperar só gente 'de bem' na DV.
Mas liga não. Você está se destacando e ainda vai se destacar muito... e tem coisas amiga, que é impossível copiar. ;)
beijocas
Rayzel.
Cá, obrigada pelas palavras, e pelo aviso.. rs. Mas a gente vive na constante busca pela perfeição e se esquece que ela é um ideal inatingível, né! Alias, idela inatingível é a redundância que preciso pra dizer o quão longe estamos de ser perfeitos. Brgada e um beijo...
Giiii! Brigada. Eu fico chateada porque nao desisto de pensar que as pessoas não agem prezando o mal, mas... rs. Tá difícil! Beijos.
Deby-flor, eu não sei o nome da pessoa que pegou emprestado um pedacinho da nossa coreografia. Ela estava no concurso também e ainda parou a gente no camarim pra dizer que se lembrava de nós desde o MP, onde ela diz que "parou pra mos assistir porque ela reconhece um grupo bom quando ele entra no palco." Muito simpática ela, mas.. Fazer o que.]
Sobre o plágio deste ano, no Pariz Festival, foi uma aluna da academia, acredita? Ainda ganhou o 3º lugar, com a Danna de jurado. Ó vida cruel...
BEIJOCAS ^^
Patty, defendo o mesmo ponto que você, qua não dá pra separar o maravilhoso mundo da dv com a vida real, já que agente vive nisso ne? Obrigada por passar por aqui. Mil beijos.
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