Olá a todos e todas, espero que tenham começado bem a semana. A minha, tirando pela média da segunda e terça foi razoável, porque ontem foi muito bom em tudo o que eu fiz e hoje foi uma merda geral, então equilibrou um pouco.
Ontem na ETEC tive uma aula sensacional de Música. A matéria se chama Musical aplicada à dança e é exatamente isso que acontece dentro da sala de aula. É uma aula maravilhosa onde estou aprendendo coisas muito legais e a cada dia em que eu entro na ETEC eu percebo como "nada sei" e isso me dá forças pra aguentar essa rotina pesada (jornada tripla a todo vapor) e ir adiante a cada dia.
Só localizando vocês, quando eu falo ETEC, estou falando disso aqui, onde entrei para o Técnico de Dança e estou gostando muito, muito. Segundo a descrição no próprio site da ETEC o Técnico em dança é "...o profissional que desenvolve atividades ligadas à criação e à execução de dança, atuando como bailarino, dançarino, diretor ou assistente de palco e contrarregra. Domina os diferentes gêneros e estilos de dança. Emprega técnicas de dança e recursos de improvisação, em espaços cênicos, como formas de expressão corporal.
MERCADO DE TRABALHO: Casas de espetáculo, teatros e espaços alternativos de interação social, lazer e cultura. Corpos de baile. Festivais, mostras e eventos de naturezas diversas. Instituições públicas e privadas."
Vou tentando compartilhar com vocês coisas legais que aprendo por lá pra que possam passar adiante as experiências e viver coisas legais.
Então voltando à aula de Música. Vou tentar resumir. A gente conversou um pouco sobre pulso numa música, e bem por cima como funcionam as contagens. Isso na dança do ventre é tão importante, e às vezes tenho a impressão que a gente deixa isso um pouco de lado tentando fazer firula nos passos e a música correndo solta lá e a gente ignorando total.
Depois de alguns exercícios onde tínhamos que reconhecer essa contagem dentro das músicas sentamos em roda e fizemos um último exercício pra pôr em prática tanto a questão da lateralidade, coordenação motora e a tal da contagem: brincamos de Escravos de Jó. Tem coisa boba que a gente nem para pra pensar, mas que ajudariam a gente pracaraca. Pra quem conhece o jogo, olha com outros olhos e tenta pensar como as habilidades trabalhadas seriam úteis na nossa mísera vidinha na dança. Pra quem não conhece, só clicar no nome do jogo que tem explicações, jeitos de brincar e tudo o mais.
Não pensei duas vezes e quis levar a experiência adiante com alguns ajustes. À noite, na aula de dança do ventre levei a proposta e foi um súper resultado. Conversamos sobre os diferentes conceitos, fizemos alguns exercícios, ouvimos diferentes músicas (árabes, claro) e identificamos várias coisas. No fim brincamos de Escravos de Jó e demos muita risada. Foi tão gostoso que me fez lembrar como é tão importante que a aula seja divertida, e diversão acho que é o último item que entra nas nossas listinhas quando preparamos aula...
Foi uma experiência muito legal, que adorei, recomendo e vou falar que aprendi demais, nos dois ambientes: na minha sala de aula, onde era aluna e na sala de aula das meninas, onde eu era professora. Amei. É uma das coisas que vale a pena comentar e fazer, de verdade. Vai lá e depois me conta!
Beijocas.
2 recadinhos a respeito:
Nossa Naty!!!! Muito legal saber disso. Principalmente porque eu deveria estar nessa aula também né, hahahaha, agora dou risada dessa merda que fiz, mas enfim, muito bom você compartilhar, assim eu aprendo um pouco do que deveria estar aprendendo tbm rs...
Adorei essa idéia do escravos de jó, mas não entendi muito bem a proposta, como foi a percepção dentro da música, de brincar de escravos de jó? apenas dentro do ritmo? musicalidade? não entendi muito bem, se vc pudesse explicar ficaria grata hehehe. Achei interessante. beijos, Lare
Oi Lare, que bom que gostou, obrigada pelo comentário! Nem me fala, penso nisso toda hora, como seria legal que estivesse lá... Mas você estará, mesmo que não seja este semestre, estará no próximo! Então, sobre a brincadeira, o foco principal é a lateralidade e o exercício da coordenação motora, mas dá pra trabalhar a musicalidade tentando manter um pulso constante que acompanhe a brincadeira. O natural, por exemplo, é querer acelerar, o que já torna inconstante a contagem de fundo. Além disso, você pode experimentar diversas escalas de velocidade, mantendo a idéia de que, além de forma uníssona, as batidas acompanhem sem acelerar ou diminuir (que é mais raro mas pode acontecer). Um desafio interessante, é pegar a gravação de um pulso constante (ou ritmo, se você não tiver só uma contagem de pulso) e tentar brincar em cima dessa contagem, controlando ao máximo a capacidade de se manter constante. Ai, será que eu consegui me fazer entender? rs. Eu me enrolo toda falando, falando, falando, rs. Mas se você quiser conversar mais sobre isso, fica a vontade pra perguntar de novo. E o que eu puder compartilhar de tudo isso, pode deixar que venho correndo contar. E... te espero logo no curso, vem ser bichete semestre que vem EBAAAA! rsrsrs. Beijos, beijos.
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