19/09/2011

Voltando às antigas

Depois de várias coisas que aconteceram aqui no meu pedaço eu mudei um pouco os ares do blog e deixei um pouco de lado as visões pessoais do que eu vivia na dança e passei a fazer dele uma janela pra coisas legais que eu via, e que estivessem relacionadas à dança.
Só que hoje eu vivi vários momentos de emoção máxima e resolvi retomar as raízes do Dançar ou Não e escrever sobre umas biroscas mais pessoais, sabe.
Estava pensando, por exemplo, como é complicada a situação de coreografar nove meninas num esquema como aqueles que eu gosto, com váaaaarias trocas de lugares e desenhos escalafobélicos. Por ex., você visualiza a coreô pronta, mas isso nem sempre acontece com quem está participando, do lado de lá. Outra coisa que é complicada é você sonhar uma coisa e ter que fazer outra. Eu já cheguei a abandonar coreografia por isso, sabia? Ah, apedrejem a falta de esperança, mas eu não quero correr o risco de levar um negócio feinho nem que fosse pra festinha da escola.
Agora, uma coisa que eu pensei lendo este post da Verinha é como é complicado agradar gregos e troianos na questão da figurino. Você sonha com uma coisa, mas o orçamento de todo mundo (inclusive o seu) é apertadíssimo e ainda por cima só se for contado em prestação, porque mesmo que o figurino saia 100,00, não é todo mundo que tem essa grana pra dar de uma vez. Ai como você propôs um figurino que é confeccionado em grande parte por cada uma, você faz a pesquisa, compra pedra, compra tecido, acha costureira, negocia o preço, pega ônibus, traz tudo... Eu já fiz três figurinos, contando este último, e com todos foi assim: eu mesma ia, comprava, fazia, costurava etc. Mas ai você chega n
o evento  e mesmo que você não vá pro concurso pra não ouvir merda com relação a figurino (como eu já ouvi, apesar de ter alunas maravilhosas no corpo de baile), você vai na mostra e ouve o burburinho maldoso de que seu figurino "é pobre, pra dançar desse jeito melhor não ir" etc.
E como é complicado quando você tem interesses diferentes dentro de um mesmo grupo, é difícil dar uma aula de técnica pra quem já manja e é difícil passar sequência pra quem ainda não sabe o passo. E sempre tem quem perde a paciência. A professora sempre é a última (no meu caso, porque eu respiro fundo várias e várias vezes), mas ela também perde, acredite. Outro dia, quando voltei a mim estava com as duas mãos na cabeça perguntando O QUE É ESSE BURACO NA COREOGRAFIA, FULANA DE TAL CADÊ VOCÊ???????
E tem dia que você tá azeda, virada no Jiraya, que nem eu comentei hoje com as meninas. Você ama todas elas, você ama a música, você ama aquilo tudo, mas não há amor que resista quando você vê que o negócio não funciona por falta de atenção, por falta de paciência, por falta de boa vontade... Não importa de quem, mas se tem um negócio desses rondando no ar, é complicado. Ô se é.
Beijos a todas, e principalmente às minhas alunas, por entender quando chega essa minha hora de perder a cabeça. Não sou de ferro não, minha gente.
Um beijo grandão e boa noite.

1 recadinhos a respeito:

InfinitO ParticulaR disse...

Estava com Saudade dos seus desabafos! Você escreve o que toda professora passa, mas não tem coragem de escrever rsrs.